28/11/09
Tchau tchau!!!
Queridas e queridos, estava relutando muito pra fazer esse post, mas preciso confessar que ando meio desinteressada por coisas de blog. Espero que seja apenas uma fase. Ando sem tempo demais pra escrever com vontade como tenho feito esse tempo todo, desde que comecei a vida de blogueira, mas ultimamente tem me faltado inspiracão e tempo tanto pra escrever quanto pra visitar os blogs de amigos.
Prometo não abandonar esse meu cantinho que tanto bem me faz, mas por enquanto, preciso de fato dar um tempo.
Bom, isso é somente um até logo, ok? Vou esperar que a vontade volte.
Um beijo gostoso em cada um de vocês e querendo me escrever, fiquem à vontade no email que esta do lado direito do blog, ok?
Um beijo em todos, fiquem com Deus e a gente se vê!
Prometo não abandonar esse meu cantinho que tanto bem me faz, mas por enquanto, preciso de fato dar um tempo.
Bom, isso é somente um até logo, ok? Vou esperar que a vontade volte.
Um beijo gostoso em cada um de vocês e querendo me escrever, fiquem à vontade no email que esta do lado direito do blog, ok?
Um beijo em todos, fiquem com Deus e a gente se vê!
24/11/09
Na passarela, Simone!
A Simone era linda!!! Alta, de cabelos macios e escuros, olhos vibrantes, dona de uma boquinha linda, magra e ainda por cima inteligentíssima. Era minha melhor amiga na minha quinta, sexta, sétima séries. Eu adorava conversar com ela e perceber como ela tinha outra visão da vida.
Eu tenho a impressão de que amigo é pra isso, ele não precisa sempre concordar contigo, nem pra tudo ele precisa dizer sim, ele tá ali também, pra discordar, pra brigar contigo, pra te mostrar que existem outros caminhos, pra te obrigar, sem força, a enxergar que você não está sozinho.
A Simone é esse tipo de amiga.
Ela nunca me disse o quanto a vida dela era mil vezes melhor do que a minha, apesar de ser de fato. Mas ela me fazia ver que eu estava pegando, talvez, o trem errado, indo pra outra direção que não era exatamente aquela que meu coração, se eu parasse de fato pra ouvi-lo, me indicaria.
Ela nunca se colocou na minha frente como a senhora Perfeitinha, apesar de ela ser exatamente isso pra mim. Mas ela me mostrava com palavras coerentes que eu merecia coisa melhor da vida.
Tivemos bons momentos juntas e somos amigas até hoje. Há mais de 26 anos!
Com ela lembro de muitas coisas, mas uns dias muito bacanas, ainda estão guardados na memória, quando na hora do recreio da escola, íamos pra sala de apresentação, colocávamos música alta e desfilávamos no palco, só nós duas. Algumas meninas iam pra assistir nossas bobagens, e era muito comum ouvir das meninas que desfilávamos muito bem.
É claro que eu, bem menor que Simone, ficava me achando, afinal, ela era minha modelo preferida. Mas ela com seu carisma e carinho comigo, nunca me fez pensar o contrário, ou seja, que ela era melhor do que eu.
Eu acho que isso é ser amigo de verdade.
Ele não te julga, não te recrimina, mas pega na tua mão e tenta te mostrar um outro caminho. Mas te deixa livre, pra seguir ou não.
Assim é minha amiga Simone. E eu só posso ser grata a essa linda amizade.
Assim é minha amiga Simone. E eu só posso ser grata a essa linda amizade.
A musiquinha que nossa professora Marilene nos ensinou e que me lembra a Si
Marcadores:
melhores amigos
18/11/09
A caixinha de música
Éramos três irmazinhas.
Pequenininhas.
Bonitinhas. Não, eu era a feinha.
Três menininhas.
Alegres. Não, eu era tristinha.
Três irmazinhas.
Talentosas. Não, eu era invejosa.
As minhas irmãs tinham talento.
Eram bailarinas, eram animadas, eram cobiçadas,eram amadas.
Eu ficava no canto, olhando o brilho delas.
Mas ainda fazia parte daquilo, daquele trio.
Mas eu as aplaudia, sinceros aplausos.
Sim,éramos três irmazinhas. Mas elas eram muito mais do que eu.
Elas eram aventureiras, criativas, corajosas, dançarinas.
Eu assistia de camarote. De capacete, de babador, de binóculo.
Mas éramos três irmazinhas.
Sempre juntas.
Não, eu ficava só.
Elas eram juntas. Elas e seus amigos ficavam juntos.
Eu ficava com meus livros.
Mas havia muitos momentos que eram nossos. Muitos e só nossos!!
Lembro de uma caixinha de música.
As duas mais novas ganharam, eu uma vermelha minha irmã mais nova que eu,uma cor de rosa.De natal.
Existe coisa mais melancólica que uma caixinnha de música?
Eram pequenininhas elas. Vermelha e rosa. E tinha um espelhinho. E tinha espaço pra uma jóia pequenina. Mas faltava a bailarina.
Colócamos pra tocar, dando corda, e minha irmã dançava. Como bailarina, que ela era na escola. De sainha de tule, colant e cabelos presos num coque.
Ela dançava. Rodopiava.
Eram duas caixinhas e ficaram com a gente por muitos anos. Um dia a minha sumiu. Sumiu, afinal foram tantas mudanças de casa. A da minha irmã sumiu também. Depois de adultas, certa vez, ela, a minha irmazinha querida, surgiu lá em casa e disse que tinha algo pra nos mostrar. Abriu uma caixinha cor de rosa, que começou a tocar.
No unimos novamente. Éramos nós três novamente, três pequenas ao redor de uma caixinha de música.
Quando você tem a oportunidade de sentar com os seus e apreciar um objeto, um cheiro, um gosto, uma sensação que te leva de volta a tua infância...ahhhh não, não há coisa mais linda não...
Marcadores:
as três,
caixinha de música
12/11/09
Das coisas boas da casa dela....
A casa da vovó, eu acho, era o lugar que eu mais gostava de estar. Eu não sei exatamente por qual razão, na verdade, eram tantas que eu não posso explicar qual mais me agradava.
Eu gostava do cheiro da minha vó. Gostava de abraçá-la e de sentir a pele macia dela, gostava do cheiro de lavanda de um perfume antigo e lilás que ela tinha sempre na penteadeira. Eu gostava de brigar com minha prima, pra saber quem ia dormir no canto da cama que dava pra parede, tendo a vovó no meio. Gostava de ficar no quintal da vovó e descobrir as frutas que ela tinha lá. Gostava de ver os tios reunidos comendo melancia no quintal e os gatos que vinham rodear as pernas da vovó à procura de alimento e carinho. Gostava de ver a vovó sabendo quem era quem, no meio daqueles gatos todos, ela sabia a história de cada um, sabia quem era mãe e pai de quem, sabia quem era o filho, o irmão, o primo na família dos gatos. Sabia tudo daquelas dezenas de gatos vira-latas que não tinham dono nem casa, mas que faziam o mesmo que eu, adoravam ficar com a vovó. Eu gostava de ver a vovó costurar, gostava de tomar açaí com ela, gostava de conversar, de ouvi-la cantar músicas da igreja. Gostava quando ela dizia que tudo que ela tinha era meu, mesmo que esse tudo se resumisse a uma máquina de costura, a um jogo de sofá velho cheio de almofadinhas de crochê, e a uma casinha de madeira tão pequena como se tivesse sido feita pra bonecas morarem dentro.
Eu gostava de ouvir a conversa entre ela e os filhos, e os genros e as noras. Eu gostava de saber que era muito bem vinda ali e eu gostava especialmente de saber, que minha avó me amava. Acho que nunca me senti amada na vida, com o mesmo amor que eu sabia que minha avó tinha por mim.
Só havia uma coisa que eu não gostava de fazer na casa da vovó: fritar peixe na sua cozinha!
Eu era uma negação. Quando ela falava pra eu ir virar o peixe, eu me tremia toda, da cabeça aos pés, morria de medo que a gordura quente do peixe pulasse em mim e e me queimasse. Eu me cobria de pano de prato, e ia encarar aquela coisa estranha, borbulhante, morta com um olho morto e boca aberta, aquela coisa fedorenta na frigideira de ferro que vovó tinha e que depois de sua partida, virou algo como um tesouro na família.
E a vovó ria da Pinguinho medrosa dela.
E ela vinha virar o peixe pra mim e eu achava a minha vó a vovó mais corajosa desse mundo....
A música que a querida Lourdes me enviou em agradecimento hoje pela postagem mais embaixo do brinde à amizade, casou perfeitamente bem com a saudade que to sentindo hoje, da minha vovó. Obrigada Lu! Obrigada!!
Marcadores:
um prato de comida,
vovó
06/11/09
Um brinde à amizade!
A menina feliz de hoje é a Lourdes. Uma menina feliz que tem amigos verdadeiros e muito antigos. Amigos que fazem parte da sua vida, alegrando, emocionando, levantando o astral quando esse dá uma abaixadinha... amigo pra guardar no fundo do peito.
A Lourdes é amiga da minha irmã mais velha, a Ni, e ela e todo o resto dos amigos que estão na historinha de hoje, fizeram parte da minha adolescência. Eles se mantém até hoje unidos e eu, que sou fã declarada dessa bonita amizade, resolvi junto com a Lu, fazer uma pequena homenagem.
Então, com vocês, a Lourdes e seus doces e queridos amigos:
* * *
"Conheci as meninas e o Jander separadamente. Tudo mais ou menos através das danças folclóricas das quais partipávamos tanto no bairro, ou pela minha irmã Júlia. Conheci primeiro a Erika, lembro bem desse dia, porque foi no mesmo dia que „deixei de ser mocinha“. A Nirley quem me apresentou foi o Gean, que era seu namorado, que por sua vez, era primo do Cristovão ,que por sua vez, namorava a minha prima Rosângela. Um dia o Gean me falou que haveria uma espécie de ensaio final das danças e me convidou para irmos juntos pois lá ele me apresentaria a Nirley. Não deu certo, o Gean não pode ir ao ensaio e eu ainda confundi a Nirley com outra menina. Só fui conhecê-la mais tarde e posso te contar que foi amor à primeira vista.
Lembro que tivemos maior contato lá no Ayapuá, o conjunto de apartamentos que ela morava. Eu sempre estava por lá, pois meus irmãos moravam lá também. Um dia a Nirley gritou lá das escadas do Ayapuá: "Lourdes vem aqui, estou preparando o almoço, vem comer com a gente". Nesse dia a Nirley me apresentou Vinícius de Moraes.
Eu já o conhecia, mais não havia prestado atenção. A Ni, colocou pra ouvirmos " Eu sei que vou te amar" e ficamos ali papeando e ouvindo música. Descobrimos que tínhamos muito a ver...
Eu já o conhecia, mais não havia prestado atenção. A Ni, colocou pra ouvirmos " Eu sei que vou te amar" e ficamos ali papeando e ouvindo música. Descobrimos que tínhamos muito a ver...
Por falar em Ayapua, lembro de uma historinha engraçada.
Estávamos lá no AP, eu, Erika e Jander. Eu sei lá porque o maluco do Jander tinha uma bombinha, aliás, uma catolé! De repente, ele acendeu a bomba e jogou lá do 3o andar vindo a explodir antes de cair no solo, fazendo um estrondo louco!
Chamaram a polícia e tudo! Foi muito engraçado, a vizinha debaixo fez um escândalo. O Jander saiu correndo depois e se escondeu dentro do guarda roupas e tremia feito vara verde. Enquanto isso eu e a Erika chorávamos de tanto rir do pavor e da cara de medo do Jander.
Chamaram a polícia e tudo! Foi muito engraçado, a vizinha debaixo fez um escândalo. O Jander saiu correndo depois e se escondeu dentro do guarda roupas e tremia feito vara verde. Enquanto isso eu e a Erika chorávamos de tanto rir do pavor e da cara de medo do Jander.
Por falar em Jander, o conheci de forma bem característica dele. Um belo dia, chegou perto de mim do nada e se apresentou de forma artística fazendo tudo para aparecer. Eu estava na calçada do colégio Pedro Silvestre, toda arrumadinha de uniforme escolar. Magreeeeelaaa!!! O Jander chegou, ficou e ficamos durante muitos anos curtindo a vida adoidado.
Foi assim que tudo começou, e daí em diante muitos carnavais vieram. Saíamos sempre juntos, nosso barzinho predileto era o Consciente. Lá tomávamos todas, fazíamos juras de amor eterno, numa espécie de pacto de amizade e o selamos com um brinde a nossa amizade, um abraçando o outro, eu, Erika, Jander e a Nirley, choramos e bebemos o doce sabor de nossa juventude, nosso frescor, nossos sonhos, nossa amizade.
Tínhamos nossa "toca" que era o salão da mãe da Erika. Nos finais de semana a Erika esperava a mãe dela ir embora , fechava o salão e nos dava o sinal verde de que estava tudo liberado para subirmos, e o fazíamos enlouquecidos, e nosso mundo se transformava naquele salão de beleza. De lá saíamos produzidas (isso inclui o Jander!!) para o bar " Arte e Drinks," ou para a boate Sprectrum. Até mesmo roupas iguaizinhas algumas vezes usávamos. Não esqueço um espartilho com calças largas.
Muito chique saíamos animados!
Éramos inseparáveis, estávamos sempre juntos, rindo, brincando, brincávamos muito, ríamos do ridículo, do feio, do bonito, ríamos de nós mesmos. Quando um de nós não estava, fazia uma falta danada, como se faltasse um pedaço de nós!
Sempre ouvíamos de pessoas conhecidas que nossa amizade jamais se romperia, outros diziam "vixe nessa turma aí não entra mais ninguém". Na verdade era bem isso mesmo, estávamos entrelaçados, éramos livres e leves, nos bastávamos e isso foi motivo de muita inveja e intriga por parte de outros...
Nossas características físicas eram contrastantes. Eu era magérrima (se fosse agora estaria super na moda). A Erika era cheinha, voluptuosa, pele branca, seios fartos e sempre sensual. A Nirley fazia a linha gostosa, bonita e elegante. Eu me sentia um verdadeiro patinho feio, mais não passava essa insegurança de forma alguma. Subia no salto e não fazia feio, não dava pra ficar com inveja das meninas eu as admirava, mas gostava muito de mim também. Estarmos juntas completava o conjunto.
O Jander era praticamnete um segurança, irmão, namorido, às vezes ele sentia ciúmes de nós e nos defendia, chegou até mesmo uma noite a se colocar em nossa frente quando um bobão conhecido mostrou uma arma, lembro que o Jander virou um gigante, nos protegendo e desafiando o bobalhão.
O Jander era praticamnete um segurança, irmão, namorido, às vezes ele sentia ciúmes de nós e nos defendia, chegou até mesmo uma noite a se colocar em nossa frente quando um bobão conhecido mostrou uma arma, lembro que o Jander virou um gigante, nos protegendo e desafiando o bobalhão.
A Jeane veio muito tempo depois e mais uma vez pela minha irmã Júlia que me apresentou a ela. Fiquei amiga da Jeane, e a introduzi ao quarteto. De início houve uma certa resistência por parte do Jander em aceitar a Jeane, mas logo esse mau estar se foi para dar lugar a mais uma ilustre amiga. Nessa época , a Nirley já estava casada, eu namorava o Nuno Caplan, resolvi virar sacoleira e a Jeane entrou como minha sócia e me convidou para morar com ela num bairro distante o qual apelidávamos carinhosamente da casa do "nuestro mundo". Nas férias a Nirley ia pra Manaus e ficávamos todos juntos na nossa casa.
Lógico que sempre havia outras pessoas, outros amigos faziam parte daquele momento, porém o centro das atenções agora eram os cinco amigos.
Foi um pedaço de nossas vidas em que a Jeane veio acrescentar, chegou e conseguiu romper aquele círculo, aquela lenda que eram os quatro amigos, chegou para ficar, a nossa doce amiga!"
A nossa música e que nos mantém unidos, em pensamento e coração, quando estamos um longe do outro, é e sempre será essa, na voz da Elis.
Amigo é de fato, coisa pra se guardar no fundo do peito, dentro do coração. Pra sempre.
E mais uma vez, um brinde à amizade!!
Marcadores:
crônicas de outros meninos e meninas
03/11/09
Uma delícia de comidinha!
Minha irmã mais nova era como se fosse meu bebê. Eu que sempre quis ter filhos, tive a minha primeira filha aos 7 anos: minha irmazinha mais nova era minha filhinha. Eu adorava fazer as coisas pra ela, como se fosse a mãezinha dela: levava pra escolinha, arrumava o cabelinho, vestia, dava banho, empurrava no velocípede, fazia o mungauzinho, e como ainda era pequena pra usar o fogão, fazia a gemada mais deliciosa do mundo pra ela!!
O que é gemada? Lá em Manaus, era algo com clara de ovo e acúcar, mas eu já não lembro como fazíamos aquilo.
E ela comia tudinho! Só que quando a pequena comecou a entender o que era bom ou não ao seu paladar, já não queria mais nem saber da minha gemada. A última vez que fiz pra ela, ficou tão horrível que até hoje ela lembra.
Marcadores:
irmãos,
um prato de comida
26/10/09
Minha avó bombeira
A menina feliz de hoje é a querida Ana Carla. Uma menininha que guarda muito boas lembranças de sua terra natal, de sua família reunida, de uma casinha feliz, de sua doce e corajosa vovó... Sim, corajosa! Quer ver porque?? A Ana vai contar.
* * *
Nasci no Paraná em uma cidadezinha na região Noroeste de onde lembro todos os detalhes. Aos 13 anos vim morar na Paraíba, na capital João Pessoa. Uma cidade maravilhosa, calma, com praias lindas e muito mais. Mas pensa que fiquei feliz? De forma alguma. Não trocaria minha cidadezinha, meus amigos fraternos por praia nenhuma...
Viemos, eu, meus dois irmãos e minha mãe, porque meu pai precisava realizar um sonho profissional (conseguiu!!), mas eu não aceitava.
Hoje, tenho 27 anos, sou casada com o homem da minha vida e queremos ter nosso filho, mas guardo dentro de mim muitas lembranças daquele tempo bonito. Tenho nitidamente em minha memória uma história da minha infância que gostaria de contar.
Aos quatro anos descobri os fósforos (que perigo!). Não podia ver uma caixinha que acendia todos.
Certo dia, fui até a despensa e encontrei o meu brinquedo favorito. Acendi um fósforo e resolvi aumentar a chama. Sabe como? Encostei o fósforo na cortina que cobria os mantimentos.
_ Nooossa que lindo... Opa! Tá forte e quente demais!!!
Vou chamar minha avó.
Fui bem tranquila...
_ Vó! Vó!
_ Oi filhinha!
_Colocaram fogo na cortina!
_Ai meu Deus! Corre que vou apagar!
E lá foi minha pobre avozinha salvar todos e nossa casinha de MADEIRA!!!!!!!!
Ela conseguiu e não soube até ir ficar perto de Papai do céu como aquilo aconteceu...
"...quem brinca com fogo faz xixi na cama"
TE AMO VÓ! NUNCA TE ESQUECEREI. AFINAL A SENHORA FOI MINHA HEROÍNA!!!!!
Marcadores:
crônicas de outros meninos e meninas
23/10/09
Garfo e faca
Meu amigo Macedinho era aquele amigo que toda menina gostaria de ter. Ele era engraçado, inteligente, esperto, contador de histórias. Brincava com a gente sem problema algum de isso ser coisa de menino, isso de menina... ele simplesmente brincava. Fazíamos muitas coisas juntos. Eu adorava aprender coisas com ele. Um dia ele falava de viagens, do Rio de Janeiro, outro dia ele trazia algo novo pra gente conhecer, aprender. Trazia primos, sobrinhos. Amigos novos. Brincadeiras novas. Macedinho era muito criativo. E ele tinha também uma delicadeza que condizia muito com a imagem que eu fazia dele. Pra mim, o Macedinho estava acima de qualquer outro menino. Ele era diferente. Sempre o vi assim. Diferente.
Lembro de um dia que o convidamos pra almoçar lá em casa. Todas as irmãs estavam na mesa e já tínhamos servido os pratos e já íamos começar a comer, quando Macedinho interrompe delicadamente todos e fala baixinho: " será que você pode me dar talheres?"
Explico.
No Amazonas, é muito comum as pessoas comerem só de colher, ou pelo menos, era. O povo come tudo só com a colher, corta-se bifes com a colher !! e usa-se o dedo pra empurrar pra colher, o resto da comida que sobra no prato.
Sei, sei, pra você, que mora aí pelo sul do país, é bem estranho isso. Mas é assim na minha terra. Acho que isso é coisa de nossos ancestrais, dos índios, dos caboclos, mas enfim...
Quando Macedinho disse isso, eu fiquei super chateada. Como assim??? Com garfo e faca só comia lá em casa os adultos convidados, o marido da minha mãe, e só! Ele vem na nossa casa, comer a comida deliciosa da nossa mãe, e ainda se exibe, pedindo garfo e faca??? Eu nunca faria isso na casa dele!
Mas pensando bem, acho que na casa dele, eu pediria colher, se me dessem garfo e faca...ou talvez, não. Talvez eu tentasse imitar como eles comiam com aquelas duas armas, igual eu via na novela Os Ricos Também Choram, quando a Mariana tinha que comer junto com família rica na mesma mesa e passava o maior vexame! O fato é que só pensei tudo isso, claro, não falei nada pro meu amiguinho. Enquanto ele comia, eu ficava observando. As meninas comentavam que era impossível comer com aquilo tudo. E eu observava curiosa.
Acho que não demos uma boa impressão ao Macedinho. Todo mundo comendo com colher, rápido como uns loucos e doidos pra ir brincar lá fora.
Fomos brincar, passou a raiva da desfeita que ele me fez (tadinho ele nem sabia disso) e eu no outro dia, na hora do almoço dispensei a colher. Fui até a gaveta do velho "bufet" de metal da minha mãe, de cabeça erguida, peguei garfo e faca e tentei. Acho que foi uma das lições mais difíceis que tive na vida. Tinha momentos que queria desistir. Como era complicado! Eu tinha observado outras pessoas comendo antes. E elas comiam errado! Eu queria aprender o certo, ou seja, o garfo na mão esquerda, e com a esquerda, levar o garfo à boca.
Tarefa quase impossível pra uma menina de 11 anos, acostumada desde sempre com colher e colher, claro, somente na mão direita.
Com o garfo, a comida, caía no prato, furava a minha boca, vinha em pequeniníssimas porções, as minhas irmãs riam de mim e eu precisei de muitos dias pra aprender. Mas aprendi!!
Passava a comer só com os talheres. Às vezes, me dava o luxo de relaxar um pouco e comer com colher, mas logo me recuperava do desleixo, pensava que se um dia fosse comer num restaurante, eu deveria comer corretamente. Fazia inclusive, treinos sozinha, utilizando o garfo corretamente ou tentando fazer menos barulho ao mastigar, comer sem beber ao mesmo tempo água, nunca abrir a boca ao mastigar, essas coisas. Eram aulas realmente difíceis, onde eu era ao mesmo tempo, a aluna e a professora de etiqueta.
Com esse post, queria somente agradecer ao Macedinho a sua "audácia". Afinal, foi essa audácia delicada dele que me fez aprender a me portar na mesa e ensinar meus filhos a comer corretamente, com garfinho e faquinha, desde pequenos...
Muitos anos depois desse almoço na vila militar, eu estava num restaurante com alguns amigos, um deles gaúcho, ao me ver comer exclamou: "Nina, você come tão lentamente, que bonito! Isso é muito bom pra saúde, e o mais incrível é que você come com o garfo na mão esquerda!" Nesse dia eu lembrei do meu querido amigo... ahh se não fosse ele... olha o vexame!!
Marcadores:
macedinho,
melhores amigos
18/10/09
Minha primeira boneca Barbie
A menina feliz de hoje é a doce Veridiana. (Veri, eu amo o teu nome!!)
Veri, é uma menininha especial que tem um sonho: ganhar uma boneca Barbie, assim como muitas meninas da sua idade, inclusive eu, claro. A Veri, com sua historinha, ensina a gente a ter paciência, a saber esperar, mesmo que essa espera seja, digamos, meio longa... e ela faz tudo pra ver seu sonho realizado. Vamos conhecer a doce menininha Veri?
* * *
"Lembro de quando ganhei minha primeira boneca Barbie! Eu tinha 6 ou 7 anos!! E naquela época TODAS as minhas amigas já tinham a tal da boneca Barbie. Aquela tipo propaganda de carro: tração nas quatro rodas, freios ABS, bancos de couro, cd player e etc. É...elas eram assim: Barbies que vinham com isso, que vinham com aquilo outro.
Eu não tinha o costume de escrever cartas ao Papai Noel. Eu rezava!!Achava que assim ele me ouviria melhor. E talvez até Deus interviesse no meu pedido. E rezava todos os dias! Achava essa coisa de só fazer os pedidos perto do Natal esquisito. E se os pedidos fossem atendidos por ordem de chegada?!? Era melhor garantir que o meu pedido chegasse bem cedinho até ele.
E claro, me comportava direitinho: subia no banquinho pra lavar a louça, tirava uma notas bem boas!
Tudo pra não ter reclamação no fim do ano e eu ganhar a minha Barbie!!
No dia das crianças eu ganhei um presente. Era uma caixa igual a caixa da Barbie enrolada naqueles papéis coloridos. Me lembro que olhei pra caixa e pensei: "É a minha Barbie!" Será que Papai Noel se encheu das minhas rezas e resolveu me presentear mais cedo?! E eu fui abrindo o pacote. Parecia que não abria nunca!!
Finalmente abri o pacote. Era uma Barbie?!?
Nããããoooo!! Era uma XUXA!! Sabe as Xuxa's?!? As Barbies Piratas?!? Pois é!! Eu estava com uma bem ali na minha frente.Desapontadíssima, agradeci e fui brincar. Mas mesmo assim, feliz! Afinal, aquele não era o presente do Papai Noel. Era dia das crianças. E quem compra os presentes do dia das crianças são os adultos.
E minhas rezas continuaram: "Papai Noel, hj, como o senhor sabe, ganhei uma Xuxa! Mas no Natal eu não quero outra Xuxa, eu quero uma Barbie e etc..etc..." Tudo beeem detalhado pra ele não se confundir.
O tempo que se passou entre o Dia das Crianças e o Natal, foi o mais longo da minha vida até aquele momento.
Finalmente o Natal!! Todos naquela expectativa. Muito mais nervosos eu e meu irmão, os mais novos da casa. A gente só podia abrir os presentes depois da meia-noite. Debaixo da árvore tinham vários pacotes. Mas me atentei para quatro deles: dois grandes e dois menores. Dois pra mim e dois para ele!! Sim...porque era assim: o que um ganhava o outro tinha que ganhar também em se tratando de quantidade e tamanhos. E lá estávamos eu e meu irmão e o relógio que parecia estar muuuito atrasado!! Finalmente a meia-noite!! Fogos, abraços e tal e vamos abrir os presentes. E é daí que eu não lembro mais nada!! Só me lembro de quando olhei nos olhos dela. A MINHA BARBIE!! Ela estava ali, linda e loura e toda minha.
Eu chorei. Acredita?!? Eu chorei, sim!! E foi aí que eu percebi que todo o esforço que eu fiz durante o ano todo, valeu a pena!!
O sacrifício de subir no banquinho pra lavar a louça e não quebrar nada, os temas feitos direitinho pra tirar notas ótimas, o fato de não brigar tanto com meu irmão (pq até isso me tirava pontos) e as rezas, principalmente as rezas!!
E foi aí que eu aprendi que todo o esforço que a gente faz pra ter uma coisa é válido e a gente sempre tem o retorno.
É uma história boba, de criança, sobre um presente de Natal...mas um grande aprendizado! E eu agradeço por não ter ganho a minha Barbie logo na primeira vez que pedi! Senão, o que teria aprendido?!
Hoje eu não tenho mais essa Barbie. Me convenceram a passá-la adiante quando eu já tinha os meus 16 anos!
PS: Não lembro o que meu irmão ganhou naquele Natal e no meu outro pacote (o grande) tinha a piscina da Barbie, com escorrega, bóias, pratos, talheres e churrasqueira. Muito massa!!"
Marcadores:
crônicas de outros meninos e meninas
16/10/09
Outra entrevista...
Eu já disse que eu sou chique gente? Não?!! É eu sou muito chique... fui entrevistada pela Cris da Lado M. Que bacana!! Quer conhecer o site e a Cris? Passa lá!
Obrigada Cris, ficou um amor de tão lindo!!
Assinar:
Postagens (Atom)




















