17/11/08

Crônicas de outras meninas e meninos felizes

A menina feliz de hoje se chama Cris!

* * *


Era uma vez uma menina chamada Pequena. Ela nem sempre teve esse nome. Ela não nasceu Pequena, quero dizer, ela nasceu pequena, mas não Pequena. Seu verdadeiro nome é Cristiana, ou simplesmente, Cris.

Ela tinha uma mamãe muito bonita, um papai muito charmoso, alguns irmãos muito legais e uma doce vovó Juju. A Cris virou Pequena quando ela deixou de ser pequena. Quero dizer, quando ela virou grande. Ou melhor dizendo, a Pequena sempre foi grande, desde pequena. Não que a Pequena fosse grande, mas a Pequena não era tão pequena quanto parecia.

E isso todos um dia veriam!

Mas voltando a Cris. A vida deu muitos sustos nela. Pregou muitas peças, derrubou a Cris algumas vezes. Sempre que a Cris caía, ela perdia um pouco de si mesma pelo caminho. E assim, ela que pensava que ia diminuindo, ia na verdade, aumentando de tamanho, sem perceber.

Numa dessas quedas, ela se viu reerguida por um alguém muito especial. Ele era bonitão, forte, sorridente. Ele era engraçado, alegre, inteligente. Ele era o Guilherme.

Ou melhor, ele era o Gui.

Na sua feliz simplicidade refinada o Gui enxergou a grandeza da Cris e a Cris viu toda a singeleza do Gui.
Nesse momento a Cris virou a Pequena. E o Gui virou o seu grande amor.

E eles viveram esse amor!




Eles se amavam, se curtiam, se alegravam. Eles também brigavam, voltavam, choravam. Eles se amaram tanto. Tanto, tanto! Com toda a força e ternura que eles podiam se permitir.



Eles passeavam, encontravam os amigos, reuniam em casa, fora dela, eles fotografavam, eles trocavam emails carinhosos, ela dormia de orelha coberta por ele, ele cozinhava pra ela, pra eles...






Eles se amavam.

E dessa explosão de amor, delicadeza, carinho e alegria, germinou um Cisquinho dentro da Pequena.
Que brotou. Que floresceu.

E esse Cisquinho foi ganhando mais e mais espaço dentro da Pequena e fora dela, dentro do Gui.

A Pequena e o Gui reuniram todo o amor que possuiam e esperaram felizes a chegada do fruto gerado por eles.





Mas como eu disse antes, a vida levou a Pequena algumas vezes ao chão e mais uma vez, a vida assustou a pequena grande Pequena.

A vida levou o Gui. A vida levou o Gui de volta ao começo. O levou pelas asas, o fez voar de volta. Ele não teve tempo de arrumar as malas, de ver seu fruto chegar, de dizer adeus ao seu amor, simplesmente acompanhou aquela nuvem...

Mas ele já tinha sido tão feliz!! E já tinha feito a Pequena tão feliz. E já tinha semeado, regado, plantado uma semente numa terra fértil, aquela terra que precisa de cuidados especiais. Ele plantou um amor tão lindo, na sua vida e na vida de um alguém especial. Sim, ele podia ir.




Mas a Pequena se viu só. Mais uma vez! Triste por não ter mais seu amor do lado, não fisicamente. Esse amor bonito que eles viveram.
Mas ela, como disse antes, podia até ser Pequena, mas era forte. E pela semente que tinha dentro de si, essa menina bonita soube como se fortificar novamente.

Um dia, antes de partir, o Gui olhou pra trás e disse: „o seu amor é tão bonito!“
E era mesmo.

No dia do adeus entre eles, a Pequena reuniu forças e cantou. Já tinham dançado tantas vezes, juntinhos, coladinhos, ele já tinha feito uma festa nela e ela nele. Então, ela cantou...






E dois meses depois da partida do papai Gui, o Cisco viu a luz pela primeira vez.
A segurar seu corpinho frágil e lhe dar as boas vindas, estavam a mamãe Pequena, o senhor doutor, Papai do Céu e o amor do papai Gui. Todo mundo presente.
E a Pequena sentiu seu mundo mais leve...








A Pequena cresceu.
O Cisco tá crescendo.




Hoje são mãe e filho, ambos frutos de um amor bonito.
E desse amor um outro fruto nasceu.
Um livro!





Que conta toda a história. A história de uma Pequena e de um grande amor.



Um amor que vive pra sempre nos olhos, no toque dos dedos no teclado, nas lembrancas, no ouvir de uma cancão, num cheiro, num sabor, na alma da Pequenina e no coracão jovem e forte que bate no peito do fruto desse amor.


O Cisco! O Francisco!

* * *

ps.: A Cris está lançando amanhã, dia 18 em Belo Horizonte, o livro para Francisco, eu queria com esse post, tentar acalmar um pouco seu coraçãozinho nervoso pela sua estréia como escritora e enviar um pouco do meu carinho.
Eu queria só isso...


12 comentários:

Anônimo disse...

Isto ficou lindo demais! Parabéns pela delicadeza.

Beatriz

Daniela César Lara disse...

Olá!
Acompanho "Para Franciso", que é perfeito e amei ler a sua versão tão fofa. Parabéns!

Um abraço.

Rêveur disse...

Que coisa mais linda!!!

É lindo ver o amor da Cris, do Gui e do Cisco gerando cada vez mais e mais amor.

Carol's disse...

Nossa, que coisa mais doce você conseguiu fazer aqui!
Fiquei tocada pela delicadeza e carinho das imagens e das palavras.
Muito bom!

Piti Canella disse...

se eu que não te conheço, nem a cris fiquei emocionada lendo esse post, imagino ela. quer ser minha amiga e escrever umahistorinha pra mim? ;)
lindas palavras...
que carinho
espero que o lançamento do livro tenha sido um sucesso e já estou comprando o meu na saraiva agorinha mesmo.
beijos

Eveline disse...

Lindo, delicado, carinhoso e profundo. Para quem, assim como eu, acompanha a história da Cris, esse seu relato foi tão... tão... tãooo verdadeiro e fiel. De se emocionar! Parabéns!

Pri... disse...

Que coisa mais lindaaaaaaaaaa!

Quanta sensibilidade! :-)

Parabéns.

Anônimo disse...

Lindo demais!
E delicado como o blog da Cris e do Cisco!
AMEIIIII...
Bjs,
Carol (rj)

Danielle disse...

Que coisa mais linda, delicada e doce!!!

Anônimo disse...

Realmente, que história LINDAA, EMOCIONANTE, E DOCE!!Parabéns pelo blog!

Carla Patrícia.

Sonya disse...

encantador o seu blog, Cris!
doçura e delicadeza reunidas pela força do amor

o Cisco deve ser uma criaturinha linda...

vou voltar outra vez com mais calma
parabéns

Sonya Prazeres

Ju Marques disse...

Me emocionei... Lindo! Lindo! Lindo!

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